O Que é a PHDA Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção

O Que é a PHDA Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção

Vou começar por lhe dizer que a PHDA Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção não é falta de concentração por falta de empenho ou um comportamento indisciplinado resultante da educação dada pelos pais.

Se os pais de crianças sem PHDA Perturbação de Hiperatividade e Deficit de Atenção, se empenhassem da mesma forma que os pais de crianças Hiperativas na educação dos seus filhos, todos eles seriam uns génios, super bem educados e extremamente organizados.

Educar ou viver com alguém com PHDA é um desafio enorme e os familiares, amigos e colegas de pessoas com Hiperatividade deveriam de receber o devido mérito.

A PHDA também não é uma condição psicológica que se uma pessoa realmente quisesse era pontual e organizada ou que passa com a ajuda dum psicólogo.

Pedir a uma pessoa Hiperativa para se concentrar e organizar é a mesma coisa que pedir a uma pessoa com miopia para se esforçar mais e tentar ler sem óculos ou pedir a um coxo para correr mais depressa.

É impossível e está fora do controlo da pessoa com PHDA Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção.

A PHDA é uma condição física que se caracteriza pelo sub-desenvolvimento e mau funcionamento de certas partes do cérebro, nomeadamente:

  • Lobos Frontais - Os 2 lobos frontais são as partes do cérebro menos desenvolvidas nos hiperativos. Para além de serem mais pequenos, a comunicação entre neurónios, o uso do glicogénio e oxigénio e a circulação sanguínea nesta parte do cérebro é pouco eficiente. As principais funções dos lobos frontais são a atenção, tomada de decisões, planeamento, organização, resolução de problemas, consciência e controlo de emoções.
  • Corpo Caloso - Canal de comunicação entre o hemisfério esquerdo e direito do cérebro, constituído por mais de 200 milhões de fibras nervosas
  • Gânglios da Base ou Núcleos da Base - Responsáveis pelo movimento, controlo dos músculos, aprendizagem, coordenação para além de desempenharam um papel muito importante no controlo da impulsividade, na intenção dos movimentos e controlo dos movimentos voluntários. Para além de terem, a par dos lobos frontais, a responsabilidade de regular o sistema de recompensa do cérebro.
  • Cerebelo - Também conhecido como pequeno cérebro, é responsável pelo controlo motor ou seja tudo o que está relacionado com os movimentos do corpo humano. Mas muitos estudos recentes começam a provar que também tem um papel muito importante na linguagem, memória, atenção e regulação das emoções
  • Sistema Dopaminérgico – Falta de e/ou Recaptação Precoce do Neurotransmissor - Dopamina
  • Sistema Noradrenérgico – Falta de e/ou Recaptação Precoce do Neurotransmissor -Noradrenalina

Mas também pela menor e menos eficaz atividade elétrica, menor circulação sanguínea no cérebro e má gestão da glucose que é o principal combustível do cérebro.

Tudo isto leva a que haja uma má comunicação entre neurónios, má comunicação e falta de sincronização entre as várias partes do cérebro.

Partes do Cérebro Afetadas pela Hiperatividade

Tipos de PHDA – Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção

Predominantemente
Desatento

Dificuldade em prestar atenção e manter a concentração por períodos de tempo a assuntos que são pouco interessantes para a pessoa.

Predominantemente
Hiperativo & Impulsivo

Dificuldade em manter -se sossegado no mesmo local quando a tarefa ou conversa que estão a ouvir não é interessante para a pessoa. Outro aspeto é a dificuldade em parar para pensar/analisar as consequências da ação que está prestes a iniciar.

Combinado
Desatento + Hiperativo

É o mais comum dos 3 tipos de hiperatividade. A pessoa é desatenta, hiperativa e impulsiva.

Percentagem de Crianças & Adultos Com PHDA

A PHDA – Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção é atualmente a “desordem mental” mais diagnosticada em crianças, estimando-se que 7 a 8% de todas as crianças sejam Hiperativas, num total de 100 mil crianças em Portugal.

As estatísticas indicam que cerca de 40% das crianças diagnosticadas deixam de ter sintomas durante a adolescência ou seja o cérebro, com a ajuda de fatores ambientais, “encontra o caminho” para o normal desenvolvimento.

O que significa que os outros 60% vão continuar a ter os sintomas da Hiperatividade durante a vida adulta.

A maior parte dos adultos Hiperativos não sabem que a têm porque sempre se pensou que a PHDA desaparecia durante a adolescência mas continuam a enfrentar os desafios diariamente.

Em muitos casos não é muito evidente porque a pessoa desenvolveu estratégias para lidar com e minimizar as consequências dos sintomas.

Percentagem da PHDA Entre os Sexos

Em relação à percentagem entre os sexos, parece não existir um consenso.

Alguns estudos apontam para 80% do sexo masculino e 20%, outros apontam para que seja uma percentagem igual.

Eu pessoalmente, acredito num valor a rondar os 60% sexo masculino e 40% sexo feminino por 2 razões:

  • A vertente da impulsividade, que representa um comportamento com maior expressão exterior à pessoa, está mais presente/é mais visível nos rapazes dai a perceção de haver mais Hiperativos do sexo masculino
  • As crianças, adolescentes e adultos do sexo feminino são condicionadas pela família e sociedade para terem um comportamento mais discreto e serem mais recatadas, logo disfarçando os sintomas da Hiperatividade

Percentagem Hiperatividade por Sexo

Co-Existências da PHDA

Pelo menos 50% das crianças, adolescentes e adultos com Hiperatividade têm outro tipo de desordem em simultâneo a que se dá o nome de co-existência.

As desordens que normalmente co-existem com a Hiperatividade são:

  • Comportamento perturbador, destabilizador e/ou desafiante
  • Doença Bipolar
  • Depressão
  • Ansiedade
  • Dependência de Álcool ou Drogas
  • Dificuldades de Aprendizagem
  • Síndroma de Tourette

Tem Mais Dúvidas e/ou Questões Sobre a PHDA – Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção?
Clique numa das caixas em baixo para descobrir as causas, sintomas e tratamentos da PHDA.

Causas

Quais as causas
Quais as fases/idades mais criticas
Causas durante a gravidez, parto e infância.

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Sintomas

Quais os sintomas
Quando são mais visíveis
Outros factores a ter em conta

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Tratamento

Quais os tratamentos que existem
Quais são os mais eficazes
Qual a duração dos tratamentos

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