O Que Não Funciona

O Que Não Funciona no Tratamento da Hiperatividade & Deficit de Atenção

Atenção!

Este é um artigo que poderá ser considerado polémico, ofensivo ou discriminador.
Não é a minha intenção ofender ninguém.
A minha intenção é ajudar as pessoas que procuram respostas, ajuda e tratamento para a hiperatividade e/ou deficit de atenção.
Este artigo é apenas a minha opinião que formei durante estes anos, através de muita pesquisa, análise de estudos credíveis sem interesses monetários e resultados obtidos pelas pessoas que procuraram a minha ajuda.
Como eterno aprendiz, estarei receptivo à sua opinião, aos seus argumentos e indignação.
Analisarei e considerarei os comentários deixados no final do artigo.
Se de acordo com os novos argumentos ou factos apresentados, achar que estava errado, assumirei a minha ignorância, corrigirei o artigo e dar-lhe-ei o devido crédito.

Leia o artigo até ao fim porque eu deixo um pensamento para que possa refletir e faço-lhe um pedido.

Muitas vezes a frustração, o desespero e a angustia dos pais é tão grande que estes estão dispostos a tentar de tudo para encontrar uma solução.

E é nesta situação que muitas vezes os pais se deixam ir em argumentos que parecem fazer todo o sentido, mas que depois não trazem quaisquer resultados.

Existe também a esperança de que "e se é este o tratamento eficaz que nos irá trazer tranquilidade à nossa vida?".

Eu vou lhe dar uma das melhores e mais eficazes estratégias para tratar/controlar os sintomas da hiperatividade e/ou deficit de atenção.

Saber o Que Não Funciona

Um dos pontos mais importantes no tratamento da hiperatividade é saber o que não funciona para evitar:

  • desperdiçar tempo e dinheiro
  • prolongar o sofrimento
  • e no fim ficar desiludida e ainda mais frustrada e sem saber mais o que fazer

Mas principalmente para evitar técnicas e suplementos que não foram devidamente testados em relação à sua segurança, quando utilizadas ou consumidos por crianças.

Por exemplo, suplementos que poderão ser altamente tóxicos ou alguma técnica que poderá causar danos cerebrais irreversíveis.

Não utilize nenhuma das opções desta secção. Assim vai certificar-se de que irá ter os resultados pretendidos e sem qualquer complicação porque o tratamento não tem efeitos secundários, se seguir todas as indicações.

Pseudociência

Primeiro que tudo deixe-me apresentar-lhe o conceito de pseudociência.

A pseudociência engloba todo o tipo de informação que se diz ser baseada em factos científicos, mas que não
resulta da aplicação de métodos científicos.

Em seguida mostro-lhe alguns tratamentos baseados em pseudociência e que não tem qualquer efeito benéfico no tratamento da hiperatividade.

Homeopatia no Tratamento da Hiperatividade

Começo pela homeopatia porque é o tratamento alternativo mais falado e controverso.

A homeopatia parece ser o segundo sistema médico mais utilizado e a pseudociência mais utilizada no mundo.

Não existe qualquer evidência científica na eficácia da homeopatia no tratamento da hiperatividade.

Praticamente todas as pesquisas científicas credíveis e sem interesses financeiros têm mostrado que os remédios homeopáticos são ineficazes e que o seu mecanismo de funcionamento não tem qualquer fundamento lógico.

Os homeopatas acham que a doença é uma perturbação da energia vital e a homeopatia provoca o restabelecimento do equilíbrio.

O tratamento homeopático consiste em fornecer a um paciente doses extremamente diluídas de compostos ou substâncias que são considerados causadores dos sintomas que pretendem tratar.

Estes compostos ou substâncias são potencializados através de técnicas de diluição, dinamização e sucção que liberariam energia.

Como já sabemos, algumas das substâncias que poderão estar na origem dos sintomas da hiperatividade são os pesticidas, os corantes artificias e aditivos químicos.

Logo o tratamento envolveria o tratamento destas substâncias e depois dá-las às crianças.

Dar ainda mais pesticidas, corantes artificias e aditivos químicos às crianças?

Não, já chega os que elas absorvem involuntariamente através do ar que respiram e da comida processada.

Não é preciso ser bioquímico para perceber que nada disto faz sentido.

Pessoalmente acredito que se a homeopatia funciona em certas pessoas, tem de ser adultos e deve se principalmente ao efeito placebo ou então uma grande fé pessoal.

Terapia ou Cura Através dos Cristais

A terapia dos cristais ou cura através dos cristais é outra pseudociência e que emprega pedras e cristais que supostamente têm poderes de cura, embora não haja nenhuma base científica para suportar essa afirmação.

O método consiste na colocação de cristais em diferentes partes do corpo, correspondendo muitas vezes às "chacras" ou então o praticante coloca cristais ao redor do corpo numa tentativa de construir uma "rede de energia", que é suposto cercar o cliente com energia de cura.

Não faz qualquer sentido, não funciona e não existe qualquer prova científica da sua eficácia.

Flores ou Florais de Bach

Outro tratamento baseado em pseudociência criado por Edward Bach.

O tratamento através das Flores ou Florais de Bach consiste num preparado natural, geralmente elaborado a partir de flores maduras, plantas ou ainda arbustos ao qual se junta um tipo de álcool natural como conservante.

O resultado é uma solução hidroalcoólica diluída, que não possui princípios ativos e que por este motivo não apresenta nenhum efeito fisiológico, biológico ou orgânico.

Estes preparados são tomados via oral e em princípio não apresentam toxicidade para as doses habituais porque baseiam a sua dosagem na teoria homeopática de diluição e potencialização de flores.

Segundo o criador deste tratamento o Dr. Edward Bach deve ser tratada a personalidade da pessoa e não a doença. A doença seria o resultado do conflito da alma e da personalidade.

Ele dizia que "O sofrimento é mensageiro de uma lição, a alma envia a doença para nos corrigir e nos colocar no nosso caminho novamente. O mal nada mais é do que o bem fora do lugar".

Não faz qualquer sentido, não funciona e não existe qualquer prova científica da sua eficácia.

Hipnose ou Hipnoterapia

Pessoalmente acredito que poderá ajudar no tratamento de condições como a ansiedade, mas em relação à hiperatividade os poucos estudos realizados não demonstram eficácia.

A principal razão pela qual não é eficaz é que se está a tentar tratar primeiro a parte psicológica antes da parte física e química do cérebro.

Acupuntura

A acupuntura é eficaz e funciona em muitas outras situações, mas não existe qualquer evidência científica da eficácia no tratamento da hiperatividade.

Um dos tipos de condições que parece tratar com eficácia são as doenças respiratórias como asma, bronquite, etc.

Mas o meu conselho é que pesquise bem a clínica de acupuntura porque a experiência e competência do acupuntor por fazer com o tratamento seja eficaz ou fazer parecer que não é nada eficaz.

Em Portugal aconselho que comece a sua pesquisa pelas clínicas Pedro Choi. Eu não tenho qualquer relação ou interesse comercial com o Pedro Choi ou com as suas clínicas. Eu fui cliente e o tratamento que utilizei, resultou comigo

Cafeína

A cafeína é bastante prejudicial para o cérebro em desenvolvimento de uma criança, poderá  ver um artigo aqui - http://hiperatividade.pt/cafeina-hiperatividade/

Aromaterapia

Aromaterapia é um ramo da fitoterapia que consiste no uso de um tratamento baseado no efeito que os aromas de plantas são capazes de provocar no indivíduo. A aromaterapia usa o óleo das plantas para tratar as doenças e condições das pessoas.

A aromaterapia poderá ter alguns benefícios para a hiperatividade mas os efeitos têm sempre uma duração curta, 1 hora ou menos e os potenciais riscos, quando mal aplicada, não compensam.

Os óleos são extremamente concentrados e se forem tomados acidentalmente pela via oral poderão ser tóxicos para o organismo, principalmente para o cérebro e causar danos irreversíveis nos rins.

PNL - Programação neurolinguística

A programação neurolinguística ou PNL consiste em programar ou reprogramar a mente das pessoas através do uso da linguagem.

Baseia-se num conjunto de modelos, estratégias e mudanças de crenças que as pessoas utilizam com o objetivo de conseguirem alcançar objetivos, mudar a forma de pensar ou a forma como encaramos as situações.

A PNL defende a ideia de que a mente, o corpo e a linguagem interagem para criar a perceção que cada indivíduo tem do mundo, e tal perceção pode ser alterada pela aplicação de uma variedade de técnicas.

Pessoalmente acredito na eficácia da programação neurolinguística para ajudar a tornar a vida das pessoas mais organizada, disciplinada e mais produtiva.

Mas a PNL é mais eficaz em adultos porque requer um certo nível de consciência que as crianças ainda não têm. E é eficaz apenas depois de tratarmos da parte física e química do cérebro.

Acompanhamento Psicológico Antes de se Tratar a Parte Física e Química do Cérebro

O acompanhamento psicológico como tratamento isolado poderá funcionar quando o profissional é muito competente e quando o grau de hiperatividade e deficit de atenção não é muito grave.

A hiperatividade é uma condição física e química.

Física porque as pessoas hiperativas tem certas regiões do cérebro subdesenvolvidas.

Química porque a produção e movimentação de certos neurotransmissores não é feita de forma mais eficaz no cérebro.

O comportamento das crianças hiperativas não resulta de um episódio ou de um trauma, mas são o resultado de um cérebro como algumas características genéticas e que foi afetado por alguns fatores ambientais e que não funciona a 100%.

Por isso é que é importante e muito mais eficaz tratar primeiro a parte física e química e só depois, se necessário, recorrer a ajuda de um psicólogo para ajudar a ultrapassar os traumas causados e consequência do comportamento de uma pessoa hiperativa com por exemplo melhorar auto estima ou ajudar nas relações sociais.

Resumindo, trate primeira a parte física e química e só depois, e se necessário, procure a ajuda de um psicólogo.

Castigar e Bater

Os pais das crianças hiperativas costumam punir, física e/ou psicologicamente, os seus filhos pelo mau comportamento ou insucesso escolar.

Infelizmente, esta tática não é eficaz, porque o seu filho não consegue controlar a sua energia.
Ao estar a punir seu filho, você a reforçar a ideia de que ele está errado em vez de que tem uma forma diferente de aprender e compreender as situações.

Outro problema com os castigos comuns como castigar ou bater é que se são desagradáveis para as crianças normais, são muito mais para as crianças hiperativas.

Por exemplo, o envio de uma criança para o quarto dela de castigo ou privá-la de uma atividade favorita são as punições que são mais difíceis para uma criança hiperativas aguentar.

Vai apenas causar revolta e um comportamento desafiante à sua autoridade criando um ciclo vicioso.

Como regra geral, é melhor usar estratégias positivas de reforço para qualquer criança, mas especialmente para uma criança hiperativa.

Uma razão para isso é que o seu filho provavelmente experimenta a rejeição e o fracasso na escola e precisa desesperadamente de um lugar seguro em casa, onde ele se possa sentir aceite como ele é.

Tente eliminar a punição clássica da sua forma de educar, você irá melhorar o seu relacionamento com seu filho e ajudá-lo de forma mais eficaz.

A Medicação a Médio e Longo Prazo Como Único Tratamento

Eu não quero dizer que a medicação não é eficaz no tratamento da hiperatividade, porque na realidade é eficaz.

A diferença entre o antes da medicação e o depois da medicação é notória.

O que eu digo é que a medicação como único tratamento não é eficaz a médio e longo prazo e vou explicar-lhe porquê.

O corpo humano é uma “máquina” extremamente versátil e adaptável.
Quando começamos a ingerir uma substância que vai alterar o normal funcionamento de um sistema do organismo, ele vai reagir para se defender e tentar deixar de ser tão sensível à substância.

Foi assim que fomos programados pela natureza pelos fatores ambientais pelas experiências que fomos vivendo e assim é que funcionamos há milhares de anos.

Esta forma de defesa do organismo é conhecida como “ganhar tolerância à medicação” ou seja vai ser necessária uma dose cada vez maior para ter os mesmos efeitos.

Por isso é que eu recomendo não dar seu filho um suplemento mais de 60 dias para que quando volta a dar lhe tenha a mesma eficácia do princípio.

Outra das razões pela qual a medicação sozinha não é um tratamento eficaz e que esta apenas ajuda com a concentração e impulsividade mas não ajuda com a motivação, organização, disciplina e responsabilidade.

Como já sabe hiperatividade não é apenas falta de concentração e comportamento impulsivo.

O tratamento da hiperatividade deve englobar estratégias que ajudem a criança a desenvolver todas estas características essenciais para que se torne um adolescente e mais tarde adulto perfeitamente funcional e independente.

Pensamentos finais

Uma questão que praticamente todos os especialistas em hiperatividade e/ou deficit de atenção parecem estar de acordo é que é uma condição/desordem genética.

Sendo uma condição genética tem sido passada/transmitida de geração para geração ou seja de pais para filhos.

Se tem sido passada/transmitida de geração para geração, porquê é que só nos últimos anos se tem manifestado no comportamento das pessoas?

Eu pessoalmente acho que:

  1. A hiperatividade e/ou deficit de atenção esteve sempre presente, manifestava-se de outras formas. Nunca foi feito a associação a comportamentos hiperativos e impulsivos como no meio de uma discussão, de cabeça quente, sem pensar nas consequências, puxar de uma arma e matar a outra pessoa. Ou gravidez na adolescência onde no calor do momento não se pensa nas consequências. Ou ainda, talvez a mais relacionada, o consumo de drogas, já que muitas drogas tem um efeito parecido ao da medicação para a hiperatividade e/ou deficit de atenção. Logo ao estar a consumir drogas, a pessoa vai sentir menos inquietação, mais tranquilidade e conseguir concentrar-se melhor. Ou seja o cérebro "vai funcionar de uma forma mais normal".
  2. A hiperatividade e/ou deficit de atenção esteve sempre presente mas o estilo de vida atual exercem um efeito negativo muito maior sobre a combinação genética específica dos hiperativos, o que se vai manifestar num conjunto de sintomas.

Obrigado por ter lido o artigo até ao fim e agora vou-lhe pedir um peço-lhe um favor.

Deixe um comentário a dizer o que achou porque eu também aprendo consigo, enquanto pai/mãe de uma criança hiperativa, e estará a ajudar os outros pais que lêem este blog.


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Categoria: Tratamento.

36 Comentários

  1. Olá Paulo,
    Apesar de saber muito pouco sobre este tema, o único comentário que deixo é de que concordo com as suas teses, estudos e parametrização.
    Vejo isso nos meus dois filhos e não encontro forma de lidar com eles e os ver felizes e sem problemas à volta deles.
    Resta-me agradecer o seu apoio, informações e estudos.
    Muito obrigado.
    Abraço,
    Antero Pinto

  2. Boas, começo por lhe (possivelmente) lembrar um velho ditado Português que é “muita parra pouca uva” ou seja depois de gastar uns (felizmente) poucos minutos a ler este seu artigo acabo (quase) como começo apenas perdi mais uns instantes sem nenhum proveito…..
    Ainda pensei que teria uma qualquer estratégia química ou psicológica para o atenuar dos sintomas da hiperatividade e/ou deficit de atenção mas, até nem por isso o que descreveu foi o que um qualquer simples mortal sem qualquer tipo de doutoramento ou especial grau de inteligência fora de serie mas provido de algum “bom senso” chega….
    De facto estar à espera que um qualquer “calhau” da estrada brilhante ou não resolva uma doença (característica) do meu filho só por que a ponho no seu quarto deixa muito a desejar….
    Enfim no fim deixe-me agradecer-lhe pela sua não ajuda………
    Ângelo Martins

    • Olá Ângelo, como referi no início do artigo, a minha intenção é ajudar os pais a não desperdiçar tempo e dinheiro com procedimentos que não são eficazes no tratamento da hiperatividade e/ou deficit de atenção. Eu respeito a sua opinião e a prova disso é que o seu comentário foi publicado. Ângelo se quiser fazer alguma sugestão do que gostaria de ver publicado sobre a hiperatividade e/ou deficit de atenção, deixe a sua sugestão. Obrigado

  3. Boa tarde, muito obrigada pelo seu artigo. O meu filho tem 4 anos e é terrível, o mês passado quando consultei a pediatra, ela disse-me que com toda a certeza ele era hiperactivo e muito provavelmente teria défice de atenção, mas que apenas poderiamos ter a certeza e começar a fazer alguma coisa em relação a isso por volta dos 6/7 anos na altura em que iria para a escola. Isto é mesmo verdade? Tenho de esperar mais 2/3 anos para ele ser diagnosticado e ajudado? É que eu sinceramente não sei mais o que fazer com o meu filho, é muito frustante. Obrigada

    • Olá Cátia e obrigado pelo seu comentário.
      Em relação à sua pergunta, em parte tenho de concordar com o pediatra, quando ele diz que é preciso esperar que ele tenha 6/7 anos ou seja quando for para a escola. Nós precisamos de analisar o comportamento da criança em pelo menos 2 ou 3 ambientes sociais diferentes para termos um diagnóstico mais preciso e fiável.
      A parte que eu não concordo é que temos de esperar até essa altura para começar a fazer algo. Normalmente os pediatras/pedopsiquiatras utilizam a medicação como único tratamento e esta não é recomendada para crianças com menos de 6/7 anos. E por isso é que o pediatra do seu filho disse que teria de esperar 2 a 3 anos para começar a fazer algo em relação a esta situação.
      Felizmente existem outras abordagens que não têm os riscos que a medicação tem para crianças desta idade. Estratégias como otimização da alimentação e nutrição, exercício físico, exercícios mentais e jogos mais cerebrais, etc.
      Cátia, se tiver mais alguma questão, não hesite em perguntar.

  4. Boa tarde,
    O seu artigo é apenas mais um alerta de como lidar com a frustração de já não ter discernimento para lidar com o problema do meu filho.
    Não diz nada que eu já não saiba, mas só o facto de me lembrar que ele é assim porque não consegue ser diferente, leva-me a ter mais paciência e procurar continuar com os reforços positivos em vez de o punir e castigar. E todo o tempo que passo a ler acerca deste assunto, nunca o considero como perdido, pois acho que ganho sempre algo com as experiências dos outros.
    Só por isso, valeu a pena.
    Obrigada.

    • Olá Rosa, obrigado pelo seu comentário a partilhar a sua experiência. Pessoalmente acho que está a utilizar a melhor estratégia – “reforços positivos em vez de o punir e castigar”. Se tiver alguma questão, não hesite em perguntar.

  5. Gostei muito ,obrigada.A minha filha foi diagnosticada pela psiquiatra infantil em Dez 2015, não apresenta sinais físicos de hiperactividade, é muito calma daí ter sido tão difícil “aceitar” este diagnóstico, só demos por isso na aprendizagem escolar foi um golpe durissimo,ainda agora a escrever isto não consigo impedir que as lágrimas desçam, por outro lado acabei por “descobrir” o que se passava comigo,a minha dificuldade ao longo da vida de concretizar certas tarefas diárias (o q aos olhos de outros seria preguiça e pouco caso) minha sorte talvez tenha sido não ter os problemas de aprendizagem q ela tem,mas sempre fui “incompreendida” hoje sinto -me mais feliz por perceber porque sou como sou!!!! A minha filha toma medicação sugerida pela psiquiatra, mas a distância que tem dos colegas já era muito grande,assim ela vai no próximo ano lectivo para uma privada onde não são mais de 8 por turma ,mais calma mais oportunidade de conseguir concentrar-se e assim aprender melhor (36000 Fr) por ano. Só nos resta rezar para que de tudo certo. Mais uma vez obrigada.

    • Olá Laura. Obrigado pelo seu comentário a descrever a sua situação. Vá dando notícias sobre a evolução e se tiver alguma dúvida que queira esclarecer, não hesite em perguntar.

  6. Bom dia, apesar de não me trazer nada de novo é importante, porque ainda existe muitas pessoas perdidas e desesperadas.
    Vou falar da minha experiencia com Acupunctura, resulta perfeitamente em relação Ansiedade/depressão/tiques/bruxismo e outras comorbidades relacionadas com a PHDA.
    Sendo eu portadora de PHDA não medicada para o efeito, e já com um percurso muito sofrido (iniciei muito cedo quadro depressivo, ainda na primaria 🙁 )
    Sou mãe de um casal no qual o menino é portador de PHDA, após o nascimento dele percebi que algo estava menos bem.
    Em suma na minha perspetiva conhecer a PHDA, Autoconhecimento, Aceitação e Valorização sim porque temos coisas muito boas e que fazemos com uma perna as costas 😀
    E lembrem-se que a PHDA não tem cura.
    Aceito que tudo que vier para elevar a nossa consciência/atenção deve ser usado 😉

  7. Olá Paulo bom dia. Gostei muito do seu doc levarei para minha vida e em casa irei descobrir e analisar melhor. Tenho um filho de 13 anos com TDHA e deficit de atenção, e estou aprendendo a lidar com ele seria como se estivesse reeducando ele.. obrigada.

  8. Boa tarde Paulo .
    Excelente artigo ,obrigado pela partilha .
    Tenho um filho de 14 anos com Transtorno Deficit de Atenção e Hiperatividade e Dislexia ,com escola é um sofrimento.
    Uma maioria dos professores não esta minimamente interessado em compreender,somos nos pais que temos que fazer o nosso trabalho e o da escola ,é através destas partilhas que muitas vezes encontro força para continuar.

    • Olá Josefa, obrigado pelo seu comentário a partilhar a sua experiência. Josefa continue a partilhar e a ler os artigos do site e o que os outros pais partilham. Irá sempre aprender mais alguma coisa para ajudar a lidar com o Deficit de Atenção e Hiperatividade.

  9. Boa tarde Paulo,
    Obrigada pelo seu artigo…tenho um filho com PHDA e desde os 5 meses que tem vários problemas que nos transformaram a vida por completo…de neuro pediatria passou para a pediatria do desenvolvimento e finalmente para a pedopsiquiatria…mesmo antes de saber o que tinha e de ter chegado ao limite das minhas forças sempre disse que o meu filho funcionava de modo diferente e ao contrário das outras crianças…nós não estamos programados para este tipo de desafios…lutei muito, nunca desisti mas só depois de fazer o curso de parentalidade consegui perceber muitos dos comportamentos e dos ajustes que temos de fazer…até porque em todos os PHDA há um certo “autismo” no sentido em que o cérebro deles processa de modo diferente e temos de ser nós a ajudá-lo e a aceitar a diferença…para mim tem sido e vai ser sempre um desafio maior mas o amor e a ligação mãe/filho é tão visceral que estamos e estaremos sempre lá para o bom e para o menos bom…eles precisam de nós e essa é a nossa maior missão. Obrigada Helena Pereira

    • Olá Helena, obrigado pelo seu comentário. De certo que irá ajudar e dar esperança a algumas das mães que o irão ler.

  10. Excelente matéria!! Parabéns…Resta-me agradecer o seu apoio, informações e estudos.
    Muito obrigado,
    “É necessário dar um passo atrás para ganhar impulso pra prosseguir…” e vc já esta me ajudando a prosseguir espero que vc continue compartilhando.
    Obrigada

    • Olá Ana, obrigado pelas suas palavras.
      Fique descansada que eu vou continuar a publicar artigos para ajudar a perceber melhor o que é e como controlar os sintomas da hiperatividade e deficit de atenção.

  11. Olá Paulo…eu li todo o artigo e digo mais ainda:Sou mãe de uma criança com 7 anos de idade que é Hiperativo , tem Transtorno Opositor ,Bipolar e Autista…pense…..essa criança sofre tanto discriminação que até redução das horas de atividades escolares já foram propostas…então eu digo ,somente com os medicamentos que se consegue segurar um pouco tudo isso ,mais é impossível colocar na cabeça das pessoas que o cercam ,que ele é um ser especial e precisa muito é de compreensão para concluir sua caminhada…obrigada por interessar-se nessas situações abraços Dorilda

    • Olá Dorilda, obrigado por partilhar a sua experiência sobre a sua luta.
      Não é fácil tentar demonstrar que nós, hiperativos, autistas, opositores, bipolares, disléxico, dispraxicos, Tourette´s, etc somos apenas pessoas diferentes.
      Pessoas que precisam de outro tipo de educação, formação, estratégias e ambiente.

  12. Boa Noite! Agradeço a matéria. Tenho um aluno com Transtorno Deficit de Atenção e Hiperatividade e nossas as tardes tem sido difíceis e frustrantes. Gostaria de poder ajudá-lo de alguma maneira,pois os pais ainda não compreendem sua condição. Desde já agradeço… Att

    • Obrigado pelo seu comentário Viviane. Esteja atenta ao blog, que eu continuarei a publicar mais artigos que penso que poderão ajudar pais e também professores.

  13. Paulo. Sou terapeuta floral, Reikiana, Psicoterapeuta Holística. Assim, os nossos pontos de vista são opostos. Peço que retire meu nome de sua lista. Obrigado.

  14. Olá Paulo, sou psicóloga em inicio de carreira e venho apenas dizer-lhe que concordo a 100% com o seu artigo, principalmente quando refere que o acompanhamento psicológico sem antes tratar a parte química que está alterada de pouca ajuda serve, pelo menos em certos casos mais graves.
    Digo isto como profissional e dou-lhe os parabéns pelo seu site/blog cuja consulta tenho recomendado a muitos pais.

    • Olá Susana, obrigado pelo seu comentário e pela recomendação que tem feito. Se precisar de algum esclarecimento extra da minha parte, não hesite em perguntar.

  15. Muito obrigado pela matéria. ..ajudou muito a tirar duvidas sobre a hiperatividade. Tenho uma filha de 3 anos que tem a doença. Agora estou mais atenta a tudo sobre o assunto.

    • Olá Fernanda, obrigado pelo seu comentário. Vá “aparecendo por aqui” que eu vou criando artigos que penso que poderão ajudar a lidar melhor com a hiperatividade e deficit de atenção.

  16. Boa tarde Paulo.
    Sou uma mãe que procura o melhor para seu filho. Gostei do seu artigo e realmente o meu filho não está a reagir muito bem a castigos ou palmadas. Tento conversar, mas está sempre contra a minha autoridade é agressivo e carinhoso ao mesmo tempo. Não sei o que fazer, ate agora só gasto dinheiro com neuro, psicólogo e psiquiatra e nada. Gostaria de uma ajuda.
    Obrigada por existir e continuem assim.

    • Olá Sandra, obrigado pelo seu comentário. Sugiro que vá até à página de contactos e envie-me um email a explicar detalhadamente a sua situação. Eu responderei o mais breve possível. Até já.

    • Olá Tânia. Obrigado pelo seu comentário. Fique descansada que eu vou continuar a publicar dicas e estratégias para que as “mães desesperadas” não tenham de passar o que a minha mãe passou.

  17. Olá bom dia! Gostei muito de ter mais informações sobre tdah , sempre bom saber de algo que possa nos ajudar…Meu filho tem resistência ao tratamento, então procuro algo que possa me ajudar.

    • Olá Luciane. Obrigado pelo seu comentário. Continue a visitar o site porque eu vou publicando dicas e estratégias para ajudar a controlar os sintomas.